30/07/2007 | por: Ricardo Oliveira
Mata Atlântica
CARACTERÍSTICAS GERAIS
A Mata Atlântica estendia-se do Rio Grande do Norte ao rio Grande do Sul, alargando na porção central do Brasil. Semelhante ao que ocorre com a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica reúne formações vegetais diversificadas e heterogêneas. Nas costas da Serra do Mar e em várias ilhas perto da costa de São Paulo (Parque da Serra do Mar e Parque Estadual da Ilha do Cardoso, por exemplo) a Mata Atlântica se caracteriza por ser sempre verde e densa. As árvores possuem alturas que variam de 15 a 40m. Nessas regiões se desenvolve uma grande variedade de epífitas (bromélias), samambaias e palmeiras. A Oeste, na direção da Bacia do Paraná, as árvores possuem uma altura média entre 25 a 30m. Algumas árvores perdem as folhas no inverno e há presença de samambaias e bromélias, além de cipós. Ao Sul do Brasil, a Mata Atlântica caracteriza-se principalmente pela presença da Araucária angustifolia, em grandes porções do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Além disso, a Mata Atlântica é completada pelas restingas (se iniciam perto das praias e avançam para o interior) e mangues (situam-se no encontro dos rios com o mar).
O clima na Mata Atlântica é essencialmente tropical, com variações de acordo com a latitude. A Mata Atlântica também pode ser chamada de costeira, pois acompanha o conjunto de serras (Mar, Mantiqueira) localizadas ao longo do litoral. É muito úmida graças aos ventos carregados de vapor de água que sopram do mar (devido às correntes marítimas quentes). O ar ao subir, esfria e se condensa, provocando as elevadas precipitações, sob a forma de chuva ou nevoeiro. Em conseqüência do predomínio da decomposição química do material rochoso, os solos são profundos e argilosos. Ao se decompor pela ação de microorganismos, a mistura de restos de animais e vegetais transforma-se em húmus, que se incorpora ao solo e forma uma cobertura capaz de alimentar bilhões de plantas. Estes crescem e, ao envelhecerem, suas folhas e troncos caem e se transformam mais uma vez, devolvendo os nutrientes ao solo e fechando um ciclo que explica a existência de florestas exuberantes mesmo em terrenos paupérrimos. Essa camada de solo fértil é um importante elemento da Mata Atlântica, responsável - junto à umidade trazida pelos ventos marinhos, aos altos índices de precipitações e ao clima favorável - pelo desenvolvimento de matas verdejantes, capazes de alimentar animais das mais diferentes espécies.
DEGRADAÇÃO