31/08/2007 | por: Ricardo Oliveira

Resistência

A resistência é a oposição ao fluxo da corrente. Para aumentar-se a resistência de um circuito, é utilizada componente elétricos chamados resistores. Um resistor é um dispositivo cuja resistência é ao fluxo da corrente tem um valor conhecido e bem determinado. A resistência é medida em OHMS e é representada pelo símbolo R nas equações. Define-se o OHM como a quantidade de resistência que limita a corrente num condutor a um ampère quando  a tensão aplicada for de um VOLT.

Os resistores são elementos comuns na maioria dos dispositivos elétricos e eletrônicos.  Algumas aplicações freqüentes  dos resistores         são:  estabelecer o valor  adequado da tensão do circuito, limitar a corrente e constituir-se numa carga.

Resistores fixos  x variáveUm resistor fixo é aquele que possui um único valor de resistência que permanece constante sob condições normais.

 Resistor variável é usado para variar ou mudar a quantidade de resistência de um circuito. Os resistores variáveis são chamados de potenciômetros ou reostatos. Os potenciômetros geralmente possuem o elemento resistivo formado por carbono, enquanto nos reostatos ele é constituído por um fio enrolado. Em ambos os casos o contato com o elemento resistivo fixo é feito através de um braço deslizante.  (figura-A).

À medida que o braço deslizante gira, seu ponto de contato com o elemento resistivo muda, variando assim, a resistência  entre o terminal do braço deslizante e os terminais da resistência fixa.(figura-B)

FIGURA-A: A resistência entre B e A aumenta

A resistência entre B e C diminui

FIGURA-B: A resistência entre B e A diminui

A resistência entre B e C aumenta

Os reostatos geralmente são usados para controlar correntes muito altas tais como as encontradas em cargas tipo motor e lâmpadas. (figura C)

Na figura C, o reostato foi utilizado para controlar a corrente no circuito de uma lâmpada.

Os potenciômetros podem ser usados para variar o valor da tensão aplicada a um circuito. (figura D)  Neste circuito a tensão de entrada é  aplicada através dos terminais AC da resistência fixa.  Variando a posição do braço deslizante (terminal B) mudará a tensão através dos terminais BC. À medida que o braço deslizante se aproxima do terminal C, a tensão de saída do circuito diminui. À medida que o braço deslizante se aproxima  do terminal A, a tensão de saída do circuito aumenta.  Os potenciômetros como  dispositivos de controle, são encontrados em amplificadores, rádios, aparelhos de televisão e em instrumentos elétricos.

A especificação de um resistor variável é a resistência total entre os terminais.

A Resistência depende da Temperatura.

Perguntamos por que a lei de OHM não  vale para as duas lâmpadas de filamento. Como as duas experimentam uma forte alteração de temperatura a uma crescente intensidade de corrente, isto poderia ser a causa para uma alteração de resistência.

Na prática a intensidade de corrente diminui em uma espiral de fio  de ferro (figura E),  quando aquecermos com um fio de Bunsen.  Da mesma maneira comportando-se quase todos os fios de metal, com exceção de ligas especiais como constantã, isabelino, manganina e novo constantã

 A resistência de materiais puros aumenta com a temperatura. Como em experiências elétricas são desejáveis resistências constantes dos condutores, utilizamos, geralmente, para fios de resistências condutores de ligas insensíveis à temperatura. Enrolamos os fios como bobinas em corpos isolantes e chamamos estes dispositivos de “resistências”.

Na maior parte das vezes estas resistências têm um contato corrediço, que permite modificar a resistência elétrica R  do condutor.

Resistências insensíveis à tampouco  podem  podem ser carregadas com intensidades ilimitadas de corrente, pois se fundem.  Por isso  encontrados a indicação em corpos de resistência,  ao lado da resistência elétrica,  a maior intensidade de corrente permissível.

Falta  apenas pesquisar o comportamento da lâmpada de filamento de carvão derivada da lei de HOM.

Estendemos um bastonete de grafite entre dois suportes de HOLTZ e os ligamos em um circuito. Ao aquecermos a grafite com um bico de BUNSEN aumenta a intensidade da corrente.

As experiências confirmam a suposição de que alterações de temperatura, que acontecem como conseqüência de aquecimento por corrente, são responsáveis  por alterações da resistência para ambos os lados.

 Medições mostram que: a lei de OHM vale para condutores metálicos, isto é, sua resistência independe da intensidade de corrente quando a temperatura permanece constante.

Coeficiente de Temperatura (x)

O coeficiente de temperatura da resistência (x) , indica a quantidade de variação da resistência para uma variação da temperatura. Um valor  positivo de ( x )  indica  que R  aumenta com a temperatura;  um valor negativo de ( x ) significa que R diminui e  um valor  zero para ( x ) significa que R é constante, isto é, não varia com a temperatura. Os valores típicos de ( x )  são apresentados na tabela a seguir:

Embora  para um dado material ( x )  possa variar ligeiramente com a temperatura,  um acréscimo  na resistência de fio produzido por um aumento na temperatura pode ser determinado aproximadamente a partir da equação.

Rt = Ro + Ro ( x AT)

onde:    Rt = resistência mais alta à temperatura mais alta, em Ohms  (     )

Ro= resistência à temperatura inicial, em Ohms.

X  = coeficiente de temperatura, em ohms/  oC

AT= diferença  entre  a temperatura final e a inicial

OBS.:    O Rt pode ser aplicado a cada ponto de uma curva  VxI,  a cada ponto de observação, ou aplicação

Observe que o carbono tem um coeficiente de temperatura negativo (- 0,00005).  Em geral, ( x) é negativo para todos os semicondutores como o germânios e o silício.  Observe também que o constatam apresenta um valor nulo para (x).  Assim sendo, ele pode ser usado na construção de resistores  de fio enrolado de alta precisão, pois a resistência não varia com o aumento da temperatura.



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