22/09/2007 | por: Ricardo Oliveira
17. Dia Internacional do Estudante
A escola como a entendemos hoje, com aulas todos os dias e sistema de aprovação para séries seguintes, é uma criação do século XX. Os povos da Antigüidade já possuíam uma estrutura escolar.
No Egito Antigo, um pequeno número de jovens era preparado para integrar a classe dos sacerdotes e administradores, enquanto a maioria aprendia técnicas para o trabalho braçal. Na China, as crianças de famílias ricas recebiam instrução do chefe distrital, que era um tipo de educador.
Na Grécia Antiga, existia um sistema educacional criado para instruir e formar o cidadão e também para preparar a juventude para os postos de futuros guerreiros e soldados. Na Idade Média, entre os séculos V e XV, a instrução ficou restrita às catedrais e mosteiros. Com isso, o ensino não era difundido entre a população.
Foi só no século seguinte que aumento a quantidade de escolas, devido ao momento histórico. Foi a época chamada de "humanismo", onde o homem buscava novos horizontes através da ciência e da razão. Mas, até então, a educação era um luxo exclusivo das elites. Os pobres só tiveram acesso ao ensino público depois de quatro séculos.
Os índios foram os primeiros estudantes brasileiros. O ensino começou em 1549, com a chegada dos padres jesuítas. Eles adaptaram o sistema de ensino europeu para dar aulas e propagar a fé católica. Assim, os índios aprendiam a ler, a escrever e a falar português. Depois, os filhos dos brancos também começaram a estudar aqui.
As primeiras escolas coram criadas no Rio de Janeiro, na Bahia e em Pernambuco. Atualmente, as escolas são diferentes em todo o mundo. Cada país escolhe o sistema mais adequado levando em conta a sua cultura, as condições sociais da população e o seu próprio desenvolvimento econômico. No último estudo feito à pedido da Organização da Nações Unidas, ONU, para comparar a qualidade dos estudantes de vários países, as escolas norte americana, suíça e japonesa ficaram entre as dez melhores do mundo.
Como a educação básica é obrigatória nesses três países, o índice de crianças e jovens na escola é quase total. E a maioria estuda em escola pública. O ano letivo desses estudantes é de no mínimo duzentos dias, igual ao do Brasil, porém têm maior carga horária. Eles entram de manhã e saem à tarde, o horário aumenta conforme a série avança.
As aulas aos sábados são comuns à rotina desses estudantes. A vida do estudante brasileiro, está cheia de altos e baixos, por causa da repetência e do abandono escolar. Hoje, um em cada quatro, repete o ano antes de chegar à 5a. série e cerca de trinta por cento dos alunos abandonam a escola entre a 1a. e a 5a. séries. Realmente esses são os dois maiores problemas do nosso ensino.
No Brasil, são milhões de brasileiros que não conseguem ler nem escrever, um número superior ao de habitantes de muitos países. Nesse terceiro milênio há muito a fazer para melhorar a estrutura educacional pública e beneficiar a formação dos estudantes brasileiros.