22/09/2007 | por: Ricardo Oliveira
15. Dia do Joalheiro
O ouro tem sido explorado durante, praticamente, toda a história do homem. Sabe-se que a partir do segundo milênio a.C., o homem começou a explorar o metal. Na antiguidade, o ouro era considerado um sinal de poder e riqueza, utilizado nos negócios e no financiamento de guerras.
Nessa época, o ouro era raramente fundido para a confecção de jóias ou objetos valiosos e essa técnica só começou a ser utilizada na Europa durante a Idade do Ferro. Mesmo assim, e sem muitos recursos, os ourives dessa etapa da história foram capazes de produzir belos exemplares de jóias e objetos decorativos, que serviram de inspiração aos desenhistas e joalheiros até os nossos dias.
O desafio do joalheiro é transformar metais preciosos brutos em obras de altíssimo valor. As jóias e os metais preciosos sempre atraíram a atenção do ser humano. A vaidade, o status e a superstição dos poderes atribuídos aos metais, fizeram com que o homem se dedicasse à arte da joalheria. Os artesãos que se especializam na confecção de jóias são chamados de joalheiros.
A história da joalheria começa na Antiguidade, quando as técnicas básicas dos ourives se tornaram mais sofisticadas. Os Etruscos, por exemplo, atingiram uma perfeição nas técnicas de filigrana e granulação em ouro, e os Gregos, durante o período Helenístico, se especializaram na arte de modelar figuras humanas para compor brincos, colares e braceletes.
Os romanos usavam luxuosos ornamentos em ouro, esmeraldas, safiras e pérolas brancas. No Renascimento, eram confeccionadas peças decoradas com esmaltes e pedras preciosas de nível artístico elevado. No período Barroco, as jóias se tornaram um símbolo de status social. As jóias do período Rococó eram mais assimétricas e leves do que as do período anterior. Já no Neoclássico, o design das jóias eram inspiradas nos estilos grego e romano.
No século XIX, valiosas jóias foram criadas para a corte do Imperador Napoleão I e serviram de padrão para toda a Europa. Quase paralelamente, emergia o Romantismo com a volta do traçado das jóias da Antiguidade e do período medieval.
Com a Revolução Industrial, o gosto pelo luxo foi representado pelas inúmeras jóias feitas com diamantes, principalmente na década de 60, depois da descoberta das minas da África do Sul. O caráter da joalheria foi transformado depois dessa descoberta. No início do século XX, Cartier e Boucheron, famosos joalheiros, criaram um estilo chamado Belle Èpoque, inspirado no século XVIII.
Quase na mesma época, os joalheiros da corrente Art Nouveau criaram desenhos inspirados na natureza e executados com materiais como marfim e chifres de animais. Mas esse estilo desapareceu com o início da 1a. Guerra Mundial. Em 1918, impõe-se na joalheria o estilo Art Decó, com seu traço associado ao Cubismo, ao Abstracionismo e à arquitetura da Bauhaus.
Depois da 2ª Guerra Mundial, os clientes das joalherias passaram a comprar jóias não só para uso próprio, mas também como investimento. Em meados do século XX, novas idéias, novos conceitos e materiais passaram a ser utilizados pelos desenhistas de jóias. Atualmente, a joalheria mundial tem que acompanhar o mercado consumidor que é cada vez maior e exigente na busca por inovações.