17/09/2007 | por: Ricardo Oliveira

25. Dia do Feirante

25. Dia do Feirante

As feiras livres funcionam, no Município de São Paulo, desde os meados do século XVII. No início do século XIX, estruturam-se as feiras fora da cidade e em 1914, foi criada a feira-livre, com o reconhecimento oficial da Prefeitura. A primeira feira-livre oficial contou com a presença de 26 feirantes e teve lugar no Largo General Osório, em São Paulo.

O Ato nº 625, de 28 de Maio de 1934, reorganiza as feiras-livres e abre a comercialização de produtos não alimentícios. Incutiu-se no feirante a ética profissional e noções de higiene. Com a expansão das feiras-livres, em 1948, através de Lei Municipal, ficou determinado a instalação de uma feira semanal, em cada sub-distrito ou bairro da cidade. No século XXI, ainda contamos com as feiras semanais, que se realizam de 3ª feira a domingo, no horário das 06:00 às 12:00 horas para o público.

O acondicionamento e recolhimento de lixo, decorrente das atividades nas feiras, foi regulamentado por Lei. Assim, as vias públicas deverão estar limpas e lavadas até às 15:00 horas do mesmo dia, quando o tráfego é normalizado.

Muita gente reclama das feiras-livres, especialmente os moradores das ruas em que elas se instalam. Há quem acredite que a feira-livre é coisa do passado e que ela deveria ser extinta. Entretanto, é justamente por se manter na contramão da frieza e da falta de sociabilidade do mundo moderno, que a milenar feira-livre tem seu lugar garantido nas ruas das cidades de todo o mundo.

As feiras-livres são verdadeiras lições de democracia, pois ali não existem patroas e empregadas, carros importados, privilégios, pistolões. Todos são iguais, tratados com a mesma atenção e respeito, e todos parecem prezar essa simplicidade. Por mais cursos que se invente de mercadologia e estratégias de venda, os feirantes mantêm o mesmo método há séculos. Conhecem seus fregueses pelo nome e sabem suas preferências e necessidades, oferecendo produtos frescos, com variedade e qualidade.

Nem sempre os preços das feiras podem concorrer com os dos supermercados, mas no final do expediente, os feirantes sempre reduzem o preço de suas mercadorias. As mulheres são a maioria do público freqüentador das feiras. Para elas, ir à feira é mais do que o simples ato de fazer compras.

Ali elas podem exercitar sua capacidade de negociar: uma barganha impossível em qualquer supermercado. Para aquelas que são, exclusivamente, donas-de-casa, a feira supre também a necessidade de ver gente, de manter novos contatos e de conversar.

Outra peculiaridade das feiras-livres é o fato de serem montadas apenas um dia por semana em cada local, transmitindo a sensação de ser a oportunidade única de se fazer boas compras naquele período. O apelo é forte e chega a convencer até aos que resistem à idéia.



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