17/09/2007 | por: Ricardo Oliveira

13. Dia do Econômico

O estudo sobre assuntos econômicos, no transcurso de muitos anos, foi uma especulação do homem desde os tempos antigos. O desenvolvimento da análise econômica dos povos é de origem, relativamente, recente (a partir do século XVIII). Antes da Renascença (séculos XV e XVI), era quase impossível a emergência da Economia como campo específico de estudo, pois tudo era contra: a dominação do Estado e da Igreja, a força dos costumes e as crenças religiosas e filosóficas, a natureza e a amplitude limitada da atividade econômica.

No entanto, a atividade econômica, para a satisfação de necessidades, ocorreu em todas as épocas da história humana, com o estudo do uso pelo homem dos recursos existentes para a produção de bens e materiais, bem como a sua acumulação e distribuição na sociedade. A economia de um país é isso.

O economista é o profissional que tem a responsabilidade de planejar e executar as ações que visem solucionar problemas de ordem financeira, econômica e administrativa. Ele acompanha as variações do mercado financeiro e tudo aquilo que diga respeito à Economia do país para, de posse dos dados, ter condições de viabilizar projetos comerciais e empresarias de macro ou microeconomia.

Em tempos de globalização, exige-se cada vez mais pesquisa, atualização e agilidade na tomada de decisões. Dessa maneira, o economista é responsável por levantar e analisar dados de acontecimentos de todo o mundo, fazer previsões baseadas em dados estatísticos e lidar com uma infinidade de informações associadas à atividade econômica, como inflação, taxas de juros, produção de bens, consumo, nível de emprego e taxa de câmbio.

A história de uma luta, nada econômica, é a de regulamentação da profissão de economista, pois durou 54 anos. Note-se que o ensino de economia principiou em 1808, professorado por José da Silva Lisboa, visconde de Cairu. O curso inicial de ciências econômicas data de 1905, o Curso Superior de Economia e Finanças foi criado em 1931 e a Consolidação das Leis de Trabalho estabeleceu a existência legal da profissão de economista, em 1943.

O ensino, a partir de 1946, conquistou grau universitário, a ser obtido após quatro anos de curso .O primeiro ante-projeto legislativo (n° 618, na Câmara) surgiu em 1947, ou seja, 139 anos depois da data daquele começo. Naquele ano, foi proclamada uma nova Carta Magna, a qual criou o Conselho Nacional de Economia.

O Conselho ajudou a reforçar argumentos em favor do desejo dos economistas e patrocinou cursos extracurriculares de economia, que superavam deficiências do ensino regular. A regulamentação se deu com o advento da lei 1.411, em13 de agosto de 1951, por isso essa data passou a ser considerada o Dia do Economista.



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