17/09/2007 | por: Ricardo Oliveira
00. Dia dos Pais
Tudo começou em 1909, quando a Sra. Sonora Louise Smart Dodd, de Washington, depois de ouvir um sermão numa missa do Dia das Mães, e desejou fazer o mesmo em relação à seu pai, por quem nutria sincera admiração e amor.
Já adulta, Sonora compreendeu a força e a generosidade demonstradas pelo seu pai, um militar veterano da Guerra Civil, que criou sozinho os seis filhos, depois da morte da mulher. Graças aos seus esforços, o primeiro Dias dos Pais foi celebrado a 19 de junho de 1910.
Porém, só muitos anos depois da idéia ter sido apoiada pela população , em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou o decreto que instituiu o terceiro domingo de junho como o Dia do Pai, nos Estados Unidos. Hoje mais de onze países comemoram o Dia dos Pais, à seu modo, em datas diversas e conforme seus costumes. Os alemães não possuem um Dia dos Pais oficial, costumam comemorar a data junto com a Ressurreição de Jesus Cristo.
O povo inglês celebra a data com estilo, sem consumismo ou reuniões familiares, optaram por enviar cartões charmosos e alusivos à festa, que acontece em junho. Essa idéia surgiu na Babilônia, há mais de quatro mil anos. Um jovem chamado Elmesu moldou e esculpiu o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e vida longa a seu pai.
Não é à toa que o inglês tem fama de tradicional. No Brasil, o Dia dos Pais começou a ser celebrado em 1953, no dia da festa de São Joaquim, pai da Virgem Maria, depois passou oficialmente para o segundo domingo de agosto, visando interesses dos comerciantes. Mas todos sabemos que a homenagem tem um sentido bem mais profundo do que o comercial.
Em alguns países, o Dia dos Pais é festejado no Dia de São José, 19 de março, notadamente na Europa. E, para os europeus, não tem dia melhor para se festejar o Dia dos Pais do que o dia de São José, pai, por excelência, na tradição católica. São José nos faz lembrar o pai que encontramos em cada uma das famílias.
Ser pai é um dos maiores desafios de um homem. Às vezes é estressante, mas extremamente compensador. Ser pai é, acima de tudo, uma vocação que vem de longe, do infinito. O verdadeiro pai não abandona, não rejeita o filho. O pai dá sua vida pelo filho. Mas só amar o filho não basta, é preciso ir além do amor, participando de sua vida, integralmente.
Essa é a pedagogia amadurecida de Deus-Pai. É dela que falava Jesus, quando declarou: "tudo quanto sei, aprendi com meu Pai". Todo maravilhoso sentido da existência, revelado por Jesus, foi resultado da comunhão com o Pai.