25/04/2011 | por: Ricardo Oliveira
Os linfócitos
Os linfócitos são pequenos glóbulos brancos que, como os demais, originam-se por diferenciação das células-tronco da medula óssea vermelha. Antes de chegarem ao sangue, os linfócitos passam pelo timo (linfócitos T) ou por tecidos linfóides de mesma natureza da busca (linfócitos 8). O cimo é um órgão localizado no peito, bem desenvolvido em crianças. A busca é um divertículo (pequena bolsa) da cavidade cloacal das aves. Ela inexiste nos mamíferos, mas tecidos linfóides consideradas correspondentes a ela são encontrados na parede intestinal, no apêndice e nas tonsilas palatinas (amígdalas). Os linfócitos T têm na membrana plasmática moléculas especiais, os receptores de membrana, que “recolhe cem” os antígenos, ligando-se a eles (modelo chave-fechadura). Admite-se que temos cerca de 1 milhão de tipos de linfócitos, cada um com um receptor de membrana diferente. Assim, a cada antígeno que penetra no organismo corresponde um linfócito com um receptor de membrana específico ao qual esse antígeno se ligará. A partir daí, esse linfócito se multiplica, se diferencia e pode produzir novas populações de linfócitos. Os linfócitos B, da mesma forma que os da linhagem T, são “selecionados” por antígenos que se ligam a receptores de membrana específicos. Uma vez selecionado, um linfócito B se multiplica formando uma população de clones (células geneticamente iguais) de plasmócitos, os quais passam a fabricar e a liberar, no sangue, quantidades crescentes de anticorpos. E assim instalada no organismo a imunidade humoral (líquidos corporais).